A Gincana e a "Caça aos Ovos"

A realização de uma Gincana, que termina com uma caça aos ovos da Páscoa, já é uma tradição nesta Escola. Juntam-se meninos de todas as idades nas várias equipas que se formam, acompanhados por professores educadores e auxiliares.

No dia 3 de abril, realizou-se mais uma Gincana, no Estádio Universitário, preparada pelo professor de Educação Física, Hugo Máximo. Tudo estava a postos para que a atividade corresse pelo melhor: as equipas estavam formadas, com pulseiras de diferentes cores nos pulsos, os adultos que acompanhavam cada uma das equipas estavam distribuídos, e os educadores e professores titulares estavam incumbidos de gerir a estação pela qual tinham ficado responsáveis.

Depois das explicações de cada professor, as equipas começaram as respetivas provas, que decorreram com animação, espírito de equipa e, sobretudo, grande solidariedade entre meninos de diversas idades, com os mais crescidos a integrarem os mais pequenos de forma muito carinhosa e afetiva.

A Gincana foi seguida de um piquenique ao ar livre e de muitas brincadeiras entre as crianças, que usufruíram do contacto com a natureza. A atividade culminou com uma caça aos ovos da Páscoa, antes de voltarmos para a Escola. Só um vento frio fez antecipar o regresso um pouco antes do previsto. Mesmo assim a diversão e brincadeira de um dia diferente valeram a pena!!

 

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Dia da Primavera

A chegada da Primavera, o Dia da Poesia e o centenário da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen foram comemorados na nossa escola com a participação de todas as crianças, desde os 3 anos ao 4.º ano de escolaridade.

No dia 21 de março, o 4.º ano deu início às comemorações com a apresentação de um trabalho sobre a vida e a obra da Sophia de Mello Breyner Andresen. Os lindos cartazes que elaboraram e pintaram estão em exposição na sala da mesa azul.

As comemorações prosseguiram, ao longo do dia, com apresentações de poesia, de canções, de coreografias e de música, nas quais os alunos que tocam instrumentos partilharam a sua arte com todos.

Uma ida ao Campo Grande permitiu sentir a chegada da Primavera, em contacto com a Natureza, num dia que culminou com um sabor primaveril, saboreado sob a forma de deliciosos morangos oferecidos dentro de grandes cestos decorados com laçarotes coloridos.

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1.ºano

AGE: Um Recreio para Todos

AGE: Um Recreio para Todos, para “grandes” e “pequenos”

A existência de um recreio conjunto, partilhado entre os meninos da infantil e os do 1.º ciclo, foi o grande tema em discussão na Assembleia Geral de Escola (AGE), realizada no dia 19 de fevereiro, que contou com a participação dos alunos, dos professores e das funcionárias.

Este tinha sido um dos assuntos levantados na primeira Assembleia Geral, realizada no 1.º período, cuja discussão tinha ficado adiada, uma vez que necessitava de um tempo para debate, destinado a discutir as regras que garantissem as melhores condições de convivência de “pequenos” e “grandes” no mesmo espaço.
Os adultos da escola debateram esta questão em equipa, em reunião do conselho de docentes e em reunião com as auxiliares, no sentido de criar as condições para que esta proposta dos alunos pudesse ser concretizada. Foi abordada a necessidade de acautelar a segurança das crianças, nomeadamente dos mais pequenos, bem como a gestão das funcionárias, tendo ficado decidido que também haveria circulação das auxiliares da infantil e da primária pelos dois espaços.
No dia da Assembleia Geral, os alunos de todas as idades estavam muito atentos à discussão de um assunto que dizia respeito a todos e que resultava de uma vontade comum claramente expressa perante o coletivo. Desde os mais novos aos alunos mais velhos da escola, os meninos tiveram oportunidade de usar da palavra para expor as suas sugestões e refletir sobre as propostas apresentadas pelos colegas.

Dias de recreio conjunto
A primeira questão teve a ver com a generalização dos recreios conjuntos, tendo-se achado que era mais sensato ter um período experimental de dois recreios por semana para avaliar como corriam os mesmos e proceder a ajustes nas regras, antes de um eventual alargamento desta forma de funcionamento.
Assim, quais seriam os dois melhores dias para dar início aos recreios conjuntos? Avançou-se com as terças e quintas, mas quando se abordou a questão do campo de jogos, verificou-se que a quinta-feira estava atribuída a uma determinada turma do 1.º ciclo, sendo preferível optar pelo dia em que o campo era de todos, ou seja, a sexta-feira.

A gestão dos baloiços
A segunda questão levantada prendeu-se com as regras de utilização dos baloiços da infantil e do 1.º ciclo, tendo sido avançadas as seguintes propostas:
• Os alunos poderem utilizar livremente os dois baloiços;
• Os alunos da infantil poderem utilizar os baloiços do 1.º ciclo, mas os do 1.º ciclo não poderem utilizar os da infantil, por serem demasiado pesados para a estrutura dos baloiços;
• Os baloiços poderem ser ambos utilizados por um menino da infantil e outro da primária, de modo a promover a convivência na utilização dos equipamentos e a não sobrecarregar demasiado a estrutura dos baloiços da infantil.
Esta última proposta reuniu o consenso da maior dos participantes da Assembleia, mas ficou de se avaliar previamente a segurança do equipamento da infantil, tendo em conta o peso dos eventuais utilizadores. Antes disso, a gestão dos baloiços não é alterada.

Segurança no campo de jogos
Outra das questões levantadas foi a gestão da ocupação do campo de jogos do recreio do 1.º ciclo. Os alunos mais velhos demonstraram preocupação com a segurança dos mais pequenos, colocando a questão de terem receio de os magoar, sem querer, se eles passassem, inadvertidamente, no campo de jogos.
Falou-se no cuidado que os mais crescidos deveriam ter com os mais novos, às terças-feiras, e propôs-se que às sextas-feiras, o dia de todos, o campo de jogos fosse atribuído à infantil no recreio do almoço.

Outros assuntos
Ainda se começou a abordar o assunto das andas, mas devido ao adiantado da hora, ficou decidido que esta questão seria mais aprofundada na próxima Assembleia. Avançou-se que as andas deveriam ser passadas a outro colega, depois de se contar até 200, e que poderiam se adquiridos novos pares de andas, nomeadamente destinados aos mais pequenos.
Nesta Assembleia, dirigida por dois alunos do 4.º ano, o Gustavo e a Patrícia, duas professoras, Leonor Braga e Daniela Branco, e uma auxiliar, Marisa Marcelino, não houve tempo para terminar o assunto das andas, tendo ficado adiado para a próxima reunião, na qual se voltará certamente a debater a questão dos recreios conjuntos, certamente com um maior conhecimento de causa.
Ainda houve tempo para que uma criança constatasse: “Mas hoje é terça-feira!”. Logo outra perguntou: “Então os recreios conjuntos começam já hoje, não é?”. A resposta do coletivo foi que sim, que os recreios conjuntos começavam nesse próprio dia, 19 de fevereiro. À hora do almoço, o tempo não avançava e a impaciência crescia: “Quando é uma e meia?”.
Quando as auxiliares disseram as tão aguardadas palavras “Está na hora!”, foi ver pequenos e grandes a circular entre os dois espaços. Pouco tempo depois, os grandes jogavam no campo de jogos com uma multidão de pequenos a assistir. “Já temos adeptos!”, exclamaram os mais velhos. Quem sabe se um dia, nos próximos tempos, os mais velhos não irão ensinar aos mais novos as regras dos jogos? Faz parte da condição de ser pessoa querer sempre ir um pouco mais longe…

Para saber mais: AQUI

 

"Contadores de histórias"

O projeto “Os contadores de histórias” surgiu de uma vontade de os alunos do 4.º ano contarem histórias e de os meninos mais pequenos ouvirem histórias. Os educadores indicaram livros dos quais as crianças gostam especialmente para que os alunos mais crescidos pudessem preparar as histórias para lhes contar. O desafio estava lançado: só faltava meter mãos à obra!

Os alunos do 4.º ano conheceram as histórias da preferência dos meninos mais novos para perceberem quantas crianças eram necessárias para animar cada um dos livros. Para distribuir as histórias pelos alunos, realizou-se um sorteio, após o qual os grupos começaram a trabalhar.

Os alunos leram a história e pensaram na sua animação. Marionetas, cenários e adereços começaram a ser imaginados e construídos a várias mãos, as palavras ganharam voz e os gestos foram ensaiados tantas e tantas vezes que os alunos, quase sem darem por isso, acabaram por decorar o enredo sem esforço.

As apresentações das histórias começaram nas salas do pré-escolar e abrangeram a turma do 1.º ano. Os alunos do 1.º ano assistiram à apresentação com muito entusiasmo e, no final, ficou um pedido no ar: “Podiam contar a história outra vez?”

O sucesso de “Os contadores de histórias” foi tal que se convidou os pais dos alunos do 4.º ano para ouvirem os filhos a contarem e a encantarem com as suas animações das histórias, que certamente contribuíram para a fruição da leitura e da partilha de histórias, para a autonomia e a criatividade, bem como para estreitar os laços entre os meninos mais crescidos e os mais pequenos da escola.

 

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