Celebrar o Dia da Liberdade

O Dia da Liberdade, o 25 de Abril de 1974, foi festejado no Jardim Infantil Pestalozzi, no dia 24 de abril, por todos os adultos e crianças da Escola, num dia cheio de atividades.

Nas turmas, partilhou-se o que uns e outros sabiam sobre esta tão importante data. Numa fizeram-se cartazes sobre o modo como as pessoas viviam antes do 25 de abril. Noutra falou-se, fizeram-se pesquisas e também se elaboraram cartazes sobre a importância dos Direitos Humanos e como eles só foram reconhecidos oficialmente em Portugal após a Revolução dos Cravos. Noutras pintaram-se ou desenharam-se cartazes alusivos ao dia. E assim se montou uma exposição sobre o 25 de Abril de 1974, na sala da mesa azul, o local preferido para as exposições na Escola.Da parte da tarde, três pessoas contaram como foi o seu 25 de abril em 1974, altura em que tinham idades muito diferentes: uma era criança, outra era jovem e a última era adulta.

A Elsa era criança, andava no 2.º ano, na 2.ª classe (como se dizia na altura!). Ela disse que naquele tempo, não percebia bem o que se estava a passar e lembra-se de perguntar à mãe "O que é uma Revolução?". Depois, apesar de ser pequena, compreendeu que toda a gente estava feliz e pediu para colocar um cravo no cano da espingarda de um soldado. Como os seus pais a levavam a muitas manifestações, mais tarde, riu-se muito da forma como ela e o irmão perceberam as palavras de ordem. Por exemplo, quando ouviam "O Povo unido, jamais será vencido!", eles e os colegas da escola brincavam às manifestações gritando "O ovo cozido jamais será comido!". Outra palavra de ordem que eles ouviam era "Abaixo o Franco assassino!! Abaixo o Franco assassino!!". Uma palavra de ordem que era contra o ditador espanhol, que na altura ainda estava no poder e mantinha um regime parecido com a ditadura que a Revolução dos Cravos tinha derrubado no nosso país. A Elsa e o irmão repetiam: "Abaixo o frango!! Abaixo o frango assassino!" Ela lembra-se de que, um dia, quando chegou a casa, perguntou aos pais que mal é que o frango tinha feito, porque ela e o irmão até gostavam muito de frango… assado. Houve também histórias assim, no 25 de Abril, mesmo engraçadas!!

A Margarida, que já era mais crescida, já andava no 9.º ano. Contou como passou o dia a ouvir o rádio e os comunicados do Movimento das Forças Armadas (MFA), depois de a terem avisado a ela e aos irmãos para não saírem de casa, porque parecia que estava uma revolução na rua. Como os pais dela não estavam em Lisboa, eles estavam um bocadinho assustados e queriam muito perceber o que se passava. Ela contou como ficou feliz por começar a ouvir tocar no rádio as músicas do Zeca Afonso. Ela sabia que essas músicas eram proibidas e que ninguém podia saber que em casa deles havia discos do Zeca Afonso, porque se a polícia política lá fosse a casa os pais dela iam presos. Como a mãe da Margarida estava em Londres a acompanhar um amigo doente, nessa altura, ela começou a escrever uma grande carta à mãe a contar tudo o que estava a ouvir no rádio, incluindo o que diziam os comunicados do MFA, que começaram a falar em Liberdade, em Educação, Saúde, Habitação, Pão e Justiça para todos. Com todos estes sinais, a felicidade da Margarida nesse dia foi crescendo. Ela também contou como vivia com medo que a guerra colonial, em África, não acabasse e que os irmãos dela tivessem de ir combater. Mas parecia que estava a chegar ao fim! Havia ainda uma preocupação que todos tinham: o que ia acontecer com os presos políticos, o que ia acontecer com todos aqueles amigos e amigas que estavam presos por quererem a Liberdade e a Democracia para o nosso país? Aí ela passou a palavra a uma amiga mais velha que tinha sido convidada para estar na nossa Escola para relatar como tinha sido o 25 de Abril para ela.

Esta amiga, a Conceição Moita, contou que estava presa, nesse dia. Ela foi presa porque andava a distribuir folhetos para se acabar com a guerra colonial. Ela, com os amigos dela, que já tinham visitado outros países da Europa, achavam que, no nosso país, as pessoas deviam poder viver em Liberdade, dizer e escrever o que pensavam, todos deveriam poder ir à escola e aprender a ler e a escrever. Naquele tempo havia pessoas que viviam numa grande pobreza, muitas pessoas crescidas não sabiam ler nem escrever. A certa altura, quando a Conceição tinha mais ou menos 30 anos, começou a perceber que vários amigos dela já tinham sido presos e que estava a chegar a vez dela. No dia em que ela tinha a mala feita, à porta de casa, para ir para ir ter com os amigos a Paris, a polícia entrou pela casa dentro e levou-a para a prisão. Estes polícias eram muito mal dispostos e mal-encarados. Eram brutos. Quando chegou à prisão, durante vários dias não a deixaram dormir. Eles queriam que ela dissesse quem eram os outros amigos que andavam com ela a distribuir os papéis para se acabar com a guerra colonial e, como ela não dizia os nomes, estes polícias não a deixavam dormir. Isso durou vários dias. Depois, quando ela desmaiou, eles puseram-na numa cela sozinha. A sorte dela foi ter uma janela que tinha vista para o mar. Ao fim de algumas semanas acabaram por a juntar numa cela com mais três amigas. Elas abraçaram-se muito quando se viram e encontraram pela primeira vez. Ficaram mais contentes. Elas souberam do 25 de Abril, porque no final desse dia houve um carro que foi apitar para a Marginal, em código morse e a certa altura elas ouviram as companheiras da cela do lado a gritar: "Derrubaram o regime!" Ficaram muito, muito felizes, mas ao mesmo tempo com um bocado de medo, porque os polícias da PIDE podiam ainda fazer-lhes mal. Ainda tiveram que esperar pelo dia 26 de abril para serem libertadas, ao final do dia. Ela ainda relatou que a, certa altura, ouviram dizer que não iam poder sair todos os presos, só alguns. Aí eles organizaram-se e disseram: "Ou saímos todos, ou não sai ninguém!" Acabaram por sair todos, ao final do dia 26 de abril! Foi uma grande festa.

Depois destas histórias, os meninos do JIP ainda viram o seguinte vídeo, feito numa escola, com muitas imagens da época: https://youtu.be/pqk7ApwYNWE

Foi um dia muito cheio! Aprenderam-se muitas coisas novas sobre o 25 de Abril, mas também houve muitas perguntas que ficaram por responder. A curiosidade ficou no ar…!

Muito obrigado Conceição Moita por ter aceite este nosso convite e por tudo o que fez pelo nosso país e partilhou connosco.

 

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A Gincana e a "Caça aos Ovos"

A realização de uma Gincana, que termina com uma caça aos ovos da Páscoa, já é uma tradição nesta Escola. Juntam-se meninos de todas as idades nas várias equipas que se formam, acompanhados por professores educadores e auxiliares.

No dia 3 de abril, realizou-se mais uma Gincana, no Estádio Universitário, preparada pelo professor de Educação Física, Hugo Máximo. Tudo estava a postos para que a atividade corresse pelo melhor: as equipas estavam formadas, com pulseiras de diferentes cores nos pulsos, os adultos que acompanhavam cada uma das equipas estavam distribuídos, e os educadores e professores titulares estavam incumbidos de gerir a estação pela qual tinham ficado responsáveis.

Depois das explicações de cada professor, as equipas começaram as respetivas provas, que decorreram com animação, espírito de equipa e, sobretudo, grande solidariedade entre meninos de diversas idades, com os mais crescidos a integrarem os mais pequenos de forma muito carinhosa e afetiva.

A Gincana foi seguida de um piquenique ao ar livre e de muitas brincadeiras entre as crianças, que usufruíram do contacto com a natureza. A atividade culminou com uma caça aos ovos da Páscoa, antes de voltarmos para a Escola. Só um vento frio fez antecipar o regresso um pouco antes do previsto. Mesmo assim a diversão e brincadeira de um dia diferente valeram a pena!!

 

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Dia da Primavera

A chegada da Primavera, o Dia da Poesia e o centenário da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen foram comemorados na nossa escola com a participação de todas as crianças, desde os 3 anos ao 4.º ano de escolaridade.

No dia 21 de março, o 4.º ano deu início às comemorações com a apresentação de um trabalho sobre a vida e a obra da Sophia de Mello Breyner Andresen. Os lindos cartazes que elaboraram e pintaram estão em exposição na sala da mesa azul.

As comemorações prosseguiram, ao longo do dia, com apresentações de poesia, de canções, de coreografias e de música, nas quais os alunos que tocam instrumentos partilharam a sua arte com todos.

Uma ida ao Campo Grande permitiu sentir a chegada da Primavera, em contacto com a Natureza, num dia que culminou com um sabor primaveril, saboreado sob a forma de deliciosos morangos oferecidos dentro de grandes cestos decorados com laçarotes coloridos.

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1.ºano

AGE: regras do recreio

Assembleia Geral de Escola para discutir as regras do recreio

Os alunos do JIP, desde os meninos dos três anos aos do 4.º ano, os professores e as funcionárias reuniram-se para discutirem um assunto que diz respeito a todos: as regras do recreio da escola.

A Assembleia Geral de Escola para discutir e melhorar as regras do recreio realizou-se nos dias 12 e 18 de outubro de 2018. Colocaram-se cadeiras e bancos no ginásio para os alunos se sentarem: os mais crescidos atrás e os mais pequenos à frente. A presidir à mesa da Assembleia, estavam duas alunas do 4.º ano, a Margarida e a Matilde, um educador, o Fernando Afonso, um professor, o David Louro, e uma funcionária, a Sónia Campos.

A professora Margarida Belchior imprimiu as anteriores regras do recreio, em letra grande, e afixou os cartazes na parede do ginásio, para que as alunas do 4.º ano lessem cada uma das regras em vigor. Foram-se lendo e discutindo, percebia-se se havia concordância, ou se havia algumas regras que tinham de ser mais discutidas para serem melhoradas.

À medida que se debatiam e aperfeiçoavam as regras, a professora Margarida ia registando as alterações, com marcadores grossos, nos cartazes afixados. A discussão foi tão participada que, no primeiro dia agendado, não houve tempo para falar sobre todas as regras e a Assembleia teve de continuar na semana seguinte.

As regras mais discutidas para serem melhoradas foram as seguintes:

 

Regra antiga

Questão

Proposta

Nova Regra

Quando o baloiço está ocupado, devemos contar até 100 em voz alta para quem está há mais tempo.

- Colocada por uma criança mais nova: “Então e quem ainda não sabe contar até 100?”.

- Colocada por outro aluno: “Há colegas que, assim que saem do baloiço, começam logo a contar e não dão tempo para os outros andarem”.

Respondida por uma criança mais velha: “Pode contar 10 vezes até 10”.

- Respondida por outro colega: “Dar duas voltas ao recreio, antes de começar a contar”.

- Quando o baloiço está ocupado, devemos contar até 100 (ou 10 vezes até 10) em voz alta para quem está há mais tempo.

- Dar duas voltas ao recreio, antes de começar a contar para andar de baloiço outra vez.

Passar com distância de segurança dos baloiços.

Falou-se no perigo de passar perto do baloiço quando um colega está a andar.

Propôs-se pintar uma maraca amarela à volta do baloiço, à semelhança do que acontece na infantil.

- Respeitar a marca amarela de segurança do baloiço.

 

Falou-se nos riscos de andar no escorrega de cabeça para baixo.

Propôs-se andar sempre de cabeça para cima.

- Andar no escorrega sentado ou deitado, mas sempre de cabeça para cima.

Pedir autorização para usar os materiais do recreio.

Questão levantada: “E quando os materiais não estão a ser utilizados por ninguém?”

Deve especificar-se melhor a regra.

- Pedir autorização para usar os materiais do recreio, quando estão a ser usados por outros meninos.

Cada menino pode brincar com um pneu. Caso se juntem mais meninos, o limite é de três pneus.

A questão colocada teve a ver com os momentos em que não há mais meninos  a quererem brincar com pneus.

Quando não há mais meninos a quererem brincar, pode brincar-se com mais pneus. No entanto, se for para fazer torres, não se pode fazer com mais de três pneus porque pode ser perigoso. A auxiliar Isabel explicou porquê.

- Cada menino pode brincar com um pneu, quando não há mais meninos a quererem brincar.

- As torres de pneus têm um limite de três pneus.

Respeitar o dia de futebol de cada turma. Nos intervalos joga-se primeiro basquete e de pois futebol. Podem acordar entre todos jogar ao mata.

Abordou-se a hipótese de cada turma poder decidir os jogos que queria jogar no seu dia. Falou-se nas turmas em que havia mais rapazes, que queriam sempre jogar futebol, pelo que não poderia ser sempre utilizado o critério da maioria. Teria de haver consensos.

Cada turma vai decidir como gerir esta situação, podendo haver uma regra específica de acordo com essa opção.

- Respeitar o dia de utilização do campo de jogos de cada turma.

- Cada turma combina quais os jogos que vai fazer no seu dia.

Passar pelo campo de jogos sem interromper.

Havia alunos que achavam que não se devia interromper os jogos, mas a passagem para a casa-de-banho faz-se pelo campo de jogos.

Tem de se respeitar quem está a jogar, mas também de ter em atenção quem está a passar.

- Passar pelo campo de jogos com muito cuidado e sem interromper.

- Quem está a jogar tem de ter em atenção quem vai a passar.

No final da Assembleia Geral de Escola, falou-se na importância de haver momentos de discussão conjunta de temas do interesse comum e ficou combinado fazerem-se mais assembleias ao longo do ano, pelo menos uma por período.

 
 
 
 

Formação: modelo Reggio Emilia

Os processos de aprendizagem estética e o modelo pedagógico de Reggio Emilia, em Itália, juntaram a equipa de professores do Jardim Infantil Pestalozzi (JIP) no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), nos dias 9 e 10 de abril.

Todos os professores do JIP - desde os educadores aos professores do 1.º ciclo, passando pela direção e pelos professores de expressões – responderam ao desafio de participarem num seminário e workshop baseado na pedagogia de Reggio Emilia, ministrado pelo Professor Mats Andersson, da Suécia.

O mote era integrar experiências inseridas no modelo pedagógico Reggio Emilia, mobilizadoras e inspiradoras, que despertassem os conceitos do que uma criança é e pode ser, na perspetiva deste modelo de trabalho desenvolvido em Itália.

Escutar, ver, discutir e trabalhar com pensamentos, ideias e materiais foram os pontos de partida para conhecerem uma pedagogia com pontos comuns com a filosofia e a prática pedagógica do JIP. 

Os momentos de discussão serviram de pretexto para que a equipa pudesse discutir os pontos centrais daquilo que tinha acabado de ser apresentado e para estabelecer pontes com a realidade das suas salas de aula, tendo também a oportunidade para trocar ideias e experiências com os colegas de outras escolas.

Tesouros naturais como galhos e paus, grandes ou pequenos, folhas, conchas e pedras, recolhidos no campo, jardim, parque, floresta ou praia foram os materiais colecionados para participar no exercício prático, realizado ao ar livre, que juntou os docentes de todas as escolas, divididos em pequenos grupos, em torno de um objetivo comum: interpretar o conceito definido e construí-lo com os materiais coletados.

Foi uma formação muito interessante com um professor de artes sueco, a partilhar a sua forma de trabalhar e de pensar o desenvolvimento da Estética, inspirada numa filosofia pedagógica italiana.

 

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"Contadores de histórias"

O projeto “Os contadores de histórias” surgiu de uma vontade de os alunos do 4.º ano contarem histórias e de os meninos mais pequenos ouvirem histórias. Os educadores indicaram livros dos quais as crianças gostam especialmente para que os alunos mais crescidos pudessem preparar as histórias para lhes contar. O desafio estava lançado: só faltava meter mãos à obra!

Os alunos do 4.º ano conheceram as histórias da preferência dos meninos mais novos para perceberem quantas crianças eram necessárias para animar cada um dos livros. Para distribuir as histórias pelos alunos, realizou-se um sorteio, após o qual os grupos começaram a trabalhar.

Os alunos leram a história e pensaram na sua animação. Marionetas, cenários e adereços começaram a ser imaginados e construídos a várias mãos, as palavras ganharam voz e os gestos foram ensaiados tantas e tantas vezes que os alunos, quase sem darem por isso, acabaram por decorar o enredo sem esforço.

As apresentações das histórias começaram nas salas do pré-escolar e abrangeram a turma do 1.º ano. Os alunos do 1.º ano assistiram à apresentação com muito entusiasmo e, no final, ficou um pedido no ar: “Podiam contar a história outra vez?”

O sucesso de “Os contadores de histórias” foi tal que se convidou os pais dos alunos do 4.º ano para ouvirem os filhos a contarem e a encantarem com as suas animações das histórias, que certamente contribuíram para a fruição da leitura e da partilha de histórias, para a autonomia e a criatividade, bem como para estreitar os laços entre os meninos mais crescidos e os mais pequenos da escola.

 

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AGE: Um Recreio para Todos

AGE: Um Recreio para Todos, para “grandes” e “pequenos”

A existência de um recreio conjunto, partilhado entre os meninos da infantil e os do 1.º ciclo, foi o grande tema em discussão na Assembleia Geral de Escola (AGE), realizada no dia 19 de fevereiro, que contou com a participação dos alunos, dos professores e das funcionárias.

Este tinha sido um dos assuntos levantados na primeira Assembleia Geral, realizada no 1.º período, cuja discussão tinha ficado adiada, uma vez que necessitava de um tempo para debate, destinado a discutir as regras que garantissem as melhores condições de convivência de “pequenos” e “grandes” no mesmo espaço.
Os adultos da escola debateram esta questão em equipa, em reunião do conselho de docentes e em reunião com as auxiliares, no sentido de criar as condições para que esta proposta dos alunos pudesse ser concretizada. Foi abordada a necessidade de acautelar a segurança das crianças, nomeadamente dos mais pequenos, bem como a gestão das funcionárias, tendo ficado decidido que também haveria circulação das auxiliares da infantil e da primária pelos dois espaços.
No dia da Assembleia Geral, os alunos de todas as idades estavam muito atentos à discussão de um assunto que dizia respeito a todos e que resultava de uma vontade comum claramente expressa perante o coletivo. Desde os mais novos aos alunos mais velhos da escola, os meninos tiveram oportunidade de usar da palavra para expor as suas sugestões e refletir sobre as propostas apresentadas pelos colegas.

Dias de recreio conjunto
A primeira questão teve a ver com a generalização dos recreios conjuntos, tendo-se achado que era mais sensato ter um período experimental de dois recreios por semana para avaliar como corriam os mesmos e proceder a ajustes nas regras, antes de um eventual alargamento desta forma de funcionamento.
Assim, quais seriam os dois melhores dias para dar início aos recreios conjuntos? Avançou-se com as terças e quintas, mas quando se abordou a questão do campo de jogos, verificou-se que a quinta-feira estava atribuída a uma determinada turma do 1.º ciclo, sendo preferível optar pelo dia em que o campo era de todos, ou seja, a sexta-feira.

A gestão dos baloiços
A segunda questão levantada prendeu-se com as regras de utilização dos baloiços da infantil e do 1.º ciclo, tendo sido avançadas as seguintes propostas:
• Os alunos poderem utilizar livremente os dois baloiços;
• Os alunos da infantil poderem utilizar os baloiços do 1.º ciclo, mas os do 1.º ciclo não poderem utilizar os da infantil, por serem demasiado pesados para a estrutura dos baloiços;
• Os baloiços poderem ser ambos utilizados por um menino da infantil e outro da primária, de modo a promover a convivência na utilização dos equipamentos e a não sobrecarregar demasiado a estrutura dos baloiços da infantil.
Esta última proposta reuniu o consenso da maior dos participantes da Assembleia, mas ficou de se avaliar previamente a segurança do equipamento da infantil, tendo em conta o peso dos eventuais utilizadores. Antes disso, a gestão dos baloiços não é alterada.

Segurança no campo de jogos
Outra das questões levantadas foi a gestão da ocupação do campo de jogos do recreio do 1.º ciclo. Os alunos mais velhos demonstraram preocupação com a segurança dos mais pequenos, colocando a questão de terem receio de os magoar, sem querer, se eles passassem, inadvertidamente, no campo de jogos.
Falou-se no cuidado que os mais crescidos deveriam ter com os mais novos, às terças-feiras, e propôs-se que às sextas-feiras, o dia de todos, o campo de jogos fosse atribuído à infantil no recreio do almoço.

Outros assuntos
Ainda se começou a abordar o assunto das andas, mas devido ao adiantado da hora, ficou decidido que esta questão seria mais aprofundada na próxima Assembleia. Avançou-se que as andas deveriam ser passadas a outro colega, depois de se contar até 200, e que poderiam se adquiridos novos pares de andas, nomeadamente destinados aos mais pequenos.
Nesta Assembleia, dirigida por dois alunos do 4.º ano, o Gustavo e a Patrícia, duas professoras, Leonor Braga e Daniela Branco, e uma auxiliar, Marisa Marcelino, não houve tempo para terminar o assunto das andas, tendo ficado adiado para a próxima reunião, na qual se voltará certamente a debater a questão dos recreios conjuntos, certamente com um maior conhecimento de causa.
Ainda houve tempo para que uma criança constatasse: “Mas hoje é terça-feira!”. Logo outra perguntou: “Então os recreios conjuntos começam já hoje, não é?”. A resposta do coletivo foi que sim, que os recreios conjuntos começavam nesse próprio dia, 19 de fevereiro. À hora do almoço, o tempo não avançava e a impaciência crescia: “Quando é uma e meia?”.
Quando as auxiliares disseram as tão aguardadas palavras “Está na hora!”, foi ver pequenos e grandes a circular entre os dois espaços. Pouco tempo depois, os grandes jogavam no campo de jogos com uma multidão de pequenos a assistir. “Já temos adeptos!”, exclamaram os mais velhos. Quem sabe se um dia, nos próximos tempos, os mais velhos não irão ensinar aos mais novos as regras dos jogos? Faz parte da condição de ser pessoa querer sempre ir um pouco mais longe…

Para saber mais: AQUI

 

Experimentar para conhecer

As Oficinas, que se realizam uma tarde por semana, às terças-feiras, são uma das atividades preferidas das crianças do 1.º ciclo do Jardim Infantil Pestalozzi. Nessa tarde, que é uma tarde com uma dinâmica especial, os alunos inscrevem-se, de forma rotativa, para participarem em oficinas monitorizadas pelos diferentes professores. Em cada Oficina participam crianças de diferentes idades, ou seja, formam-se grupos com participantes das várias turmas.

Nas oficinas, os alunos têm oportunidade de ter experiências de fruição e de aprendizagem diversificadas e de trabalhar de forma mais próxima com os restantes professores da escola, enquanto os professores também têm a possibilidade de estreitar laços com todos os alunos, reforçando o sentido de pertença de todos a um projeto comum, que é a nossa escola.

Estas oficinas decorrem nos diversos espaços da escola e englobam alunos dos diferentes anos de escolaridade do 1.º ciclo, permitindo reforçar o trabalho cooperativo e promover a solidariedade entre crianças de diferentes idades. Apenas as oficinas Aprender a Descobrir e Expressão Plástica são destinadas a alunos dos 3.º e 4.º anos: a primeira, porque pressupõe fluência na leitura; a segunda, porque os anos iniciais têm essa oferta no currículo semanal.

Existem oficinas de cariz artístico, nas quais a fruição de experiências estéticas é essencial, cruzando diferentes componentes dos currículos das diferentes expressões artísticas. Nestas oficinas, é valorizada a livre expressão e a criatividade, a experimentação e a descoberta, a estimulação dos sentidos e a sociabilização.

Noutras oficinas, os desafios implicam a mobilização do saber de diversas áreas disciplinares, de forma integrada, abrangente, reflexiva e interdisciplinar, de modo a construir novos conhecimentos, que mobilizam diferentes áreas do saber. Esta mobilização e articulação de saberes permite tomar consciência dos processos que estão na base da construção do conhecimento e desenvolver competências de nível superior (refletir, analisar, selecionar, criar, cooperar, ousar…), essenciais para lidar com os desafios do mundo atual.

As oficinas podem decorrer durante um ano letivo inteiro, ou ser alteradas trimestralmente, de acordo com a vontade dos professores e dos alunos.
No segundo período, as oficinas são as seguintes:

  • Culinária – Professora Joana Peixoto;
  • Ritmos e Batucada – Professor Nuno Ribeiro;
  • Expressão Plástica – Professora Alexandra Baudouin;
  • Construções – Professora Cristina Freire;
  • Modelagem – Professor David Louro;
  • Leitura e Filosofia – Professora Leonor Braga;
  • Aprender a Descobrir – Professora Daniela Branco;
  • Hora do Conto – Professora Elsa de Barros.

 

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